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quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Casa Pia

A ferida abriu-se de novo na opinião pública. Passado quase 6 anos poderá ser amanhã que se fará justiça ou não no caso Casa Pia. O megaprocesso que começou a 25 de Novembro de 2004 com a prisão de Carlos Silvino, mais conhecido por Bibie mais tarde com a prisão do Sr Televisão, Carlos Cruz, figura mediática e muito querida pelos telespectadores portugueses , bem como os restantes arguidos acusados de vários crimes sexuais com menores da Casa Pia de Lisboa, o ex-provedor adjunto da Casa Pia Manuel Abrantes, o embaixador Jorge Ritto, o advogado Hugo Marçal, o médico Ferreira Diniz e Gertrudes Nunes, dona de uma casa em Elvas onde alegadamente ocorreram abusos.
O país estremeceu, a comunicação social trouxe até nós escutas telefónicas, a opinião pública condenou-os e o precesso dura até hoje. Nestes quase 6 anos pais mais que alertados para este tipo de crime tornaram-se mais zelosos dos seus filhos em confia-los a outros, mais crimes de pedofilia descobertos como nunca antes se viue reformas institucionais foram feitas na Casa Pia de Lisboa de forma a reduzir o risco dos mesmos crimes voltarem a ser praticados.

Resta esperar pela leitura de amanhã e que se faça justiça é o que peço como mãe, mas nenhuma justiça trará de volta a vida roubada às vitimas que sofreram durante anos abusos sucessivos...

Partilho aqui o link dos numeros deste megaprocesso, vitimas, arguidos, testemunhas, enfim, vale a pena relembrar, mesmo que com um nó no estômago de repulsa, relembrar o quanto existe demência para praticar um acto tão...sem palavras....hediondo?

http://www.publico.pt/Sociedade/casa-pia-um-mega-processo-em-numeros_1454046

http://tv1.rtp.pt/antena1/index.php?t=Casa-Pia.rtp&article=2257&visual=11&tm=18&headline=13

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Nível de exigência de informação a prestar aumenta. Tudo em defesa do risco

Conseguir a aprovação de um crédito à habitação junto da banca tornou-se numa tarefa ciclópica, ao alcance de poucos. Os níveis de rejeição de novos pedidos de empréstimo são elevados - apesar de a banca não revelar números - e quem o consegue pode considerar-se feliz se o spread negociado não ultrapassar 1,5 pontos.

Com o aumento do desemprego, a precariedade laboral e o consequente aumento do crédito malparado, o risco dos portugueses agravou-se. Além disso, devido à crise da dívida pública, os bancos estão a financiar-se nos mercados internacionais a taxas de juro mais elevadas, obrigando a que se seja mais selectivo na concessão.

As exigências de informação e garantias junto dos potenciais candidatos a um empréstimo à compra de casa aumentaram. Além da habitual informação sobre o agregado familiar, rendimentos auferidos e situação profissional, os candidatos a um crédito têm agora de prestar outros dados.

Alguns bancos estão a exigir informação actualizada (ao último mês) sobre os créditos em pagamento, com o valor das respectivas prestações. Dados que os bancos, normalmente, consultam junto da Central de Responsabilidade de Crédito (CRC) do Banco de Portugal, mas agora fazem uma espécie dupla confirmação junto do potencial cliente.

Por outro lado, a banca recorre com mais frequência à figura do avaliador. Como explica ao DN um gestor bancário, é solicitada a apresentação desta garantia a quem trabalha em determinados sectores de actividade. Ou seja, um empregado da construção dificilmente conseguirá um crédito sem apresentar um fiador, que se responsabiliza pelo pagamento do empréstimo. O sector de actividade a que estão ligados profissionalmente os candidatos a um crédito à habitação passou a ser um ponderador muito importante na determinação do scoring (nota de risco) do cliente.

Os sectores em que os níveis de desemprego são maiores são, pois, ponderados com elevado grau de risco, colocando muitos clientes em patamares de spreads elevados que inviabilizam muitos dos projectos.

Em contrapartida, trabalhadores ligados a actividades em franca expansão, como por exemplo a informática, não encontrarão grandes dificuldades em obter financiamento.

Só com uma declaração de contrato de trabalho sem termo se consegue partir para uma negociação de crédito, bem como com ausência de qualquer divida fiscal e à Segurança Social. A estas acrescem as exigências contratuais, a estabelecer com o banco.

Uma situação que alimentou muito o mercado de compra e venda de casas e consequentemente o crédito à habitação - antes da crise imobiliária actual se instalar - foi o facto de muitos portugueses comprarem uma casa maior, e melhor, depois de venderem a que tinham antes. Por vezes, a compra de casa nova ocorria ainda antes da venda da usada, com a existência de diversos mecanismos de empréstimos a permitirem suportar os dois créditos por determinados prazos.

Como os consumidores conseguiam, desta forma, realizar mais- -valias imobiliárias, podiam pedir um novo empréstimo inferior ao valor da nova casa.

Agora tal já não é possível. Com o mercado de usados estagnado, dificilmente alguém consegue trocar de casa, uma vez que os bancos só emprestam, em média, entre 80 a 60% do valor do imóvel. Já não é possível, pois, realizar mais-valias que colmatem esta diferença, nem existe tão-pouco poupança individual suficiente.

in Diário de Notícias

sexta-feira, 20 de março de 2009

Dia do Pai

Dia do pai de 2009, serviu para mostrar ao mundo que a justiça existe e que há sempre algo mais que os nossos olhos não conseguem alcançar...
Josef Fritzl, o monstro, acusado de uma infinidade de crimes...que não consigo sequer citá-los aqui...apanhou prisão perpétua e... aceitou a sentença...
Fez-se justiça ao mundo...?
Fez-se o que se podia...mas espero realmente que nunca mais de lá consiga sair...porque não creio que alguma vez se consiga fazer justiça a quem tanto sofreu...



quarta-feira, 18 de março de 2009

A força das Mulheres

Ora o meu apontamento do dia vai para...as acrobacias que nós mulheres temos que fazer...
Não se trata de um apontamento feminista,mas apenas um apontamento, do que muito acontece por aí...
Somos piegas?
Somos e sofremos....Especialmente quando estamos doentes...
E o que acontece com os homens?
Um homem quando adoece, parece que está a morrer, enquanto que nós mulheres se estivermos doentes,não podemos ficar na cama...temos que tratar dos filhos, sem termos quem tome conta de nós...e lá vamos nós mulheres, acompanhar os homens adoentadinhos ao médico, fazendo o papel de mãezinhas de mais uns bebés grandes...e depois aconchegamos a almofada para se sentirem melhores...fazemos cházinho e leitinho, como mães que somos, tratamos dos nossos filhos,repito, dos nossos filhos, vamos ao médico dizer o que nos dói e voltamos para casa cheias de dores ainda...de tanto peso que temos nas costas...
Tadinhos dos homens e louvadas as mulheres, que deviam ter 365 dias em sua honra.